segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

do que eu colho...


Quando você acorda, e vai à minha cama, bem quietinha, e eu finjo que não percebo, você enche meu coração de uma alegria ancestral, dessas que as fêmeas sentem por seus filhotes...
Você leva um bonequinho qualquer e fica ali, quietinha, trocando a roupa dele muitas vezes, tuas pernas sempre trançadas nas minhas, e sem saber, filha, essas são horas em que você me alcança ‘existencialmente’, gerando um desses instantes mágicos, em que a gente entende direitinho os conceitos de pertencimento, força e permanência.
E a gente precisa tanto disso...
É, filha, se tem uma coisa nessa vida que a gente pode fazer, é escolher a bagagem que se carrega !

2 comentários:

Ro E Va Monteiro disse...

Que lindo e verdadeiro,Solange!!! Fui lendo e relembrando das vezes q meus filhos fazem isto. Hj,minha filha com quase 21 NOS NAO VEM MAIOS PRA MINHA CAMA,MAS MEU FILHOTE DE 8,SEMPRE EST´POR PERTO ME OLHANDO AO ACORDAR E EU FINGINDO DORMIR E OLHANDO-O RSRSR

BJ EM TEU CORAÇÃO


SAUDE PAZ


RO

Simone Scalabrini disse...

Deus do céu! Como um post pode mexer tanto com a gente?

Fiquei emocionada, Solange.

Bjs!!!